Vereadores de Curitiba rejeitam criação de campanha contra a covid-19

Para vereadores da base de apoio ao prefeito Rafael Greca, a compra de máscaras geraria “muita despesa” para a prefeitura (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) rejeitou, nesta segunda-feira (21), projeto de lei com a proposta de implantar na cidade o Programa de Conscientização e Prevenção à Covid-19 e Variantes. A autora, Carol Dartora (PT), que na semana passada havia adiado a votação por duas sessões, para buscar entendimento com o Executivo, defendia a adoção de campanha descentralizada, em especial nas regiões periféricas. Líder no prefeito na Casa, Pier Petruzziello (PTB) justificou que as ações, como a distribuição de máscaras e de álcool em gel, trariam despesas aos cofres públicos.

A proposta era que as ações, como a testagem gratuita e em massa, a distribuição e a orientação sobre o uso da máscara de proteção facial, fossem descentralizadas, com prioridade às regiões periféricas. A campanha também previa a oferta de álcool em gel e a realização de atividades informativas sobre temas diversos, como a importância da vacina contra a covid-19; os riscos e possíveis sequelas da doença, inclusive em casos leves; o descarte correto das máscaras; e o isolamento imediato das pessoas com teste positivo.

O substitutivo recebeu 24 votos contrários e 12 favoráveis. Houve uma abstenção. Submetido à deliberação do plenário na sequência, o projeto original também foi derrubado, com 25 “não”, 10 “sim” e uma abstenção. Com o resultado, a proposta é arquivada e não pode ser reapresentada ao longo deste ano.

Dartora observou que a proposta foi protocolada em março de 2021, mas que devido ao trâmite na Casa só veio a plenário este ano. “A gente chegou a acreditar que este projeto poderia ficar obsoleto, mas percebeu que ele se faz mais necessário que nunca. Apesar de com a vacinação a gente ter reduzido consideravelmente o número de mortes, [com] a nova variante [ Ômicron], somada à desinformação, somada à falta de recursos materiais de grupos da população e ao acesso à própria vacinação, a gente percebe que ele ainda é necessário, que a conscientização e a prevenção em relação à covid e suas variantes ainda são necessárias”, justificou.

Outro alerta feito pela vereadora foi às fake news: “Devido à desinformação generalizada as pessoas não confiam na vacina, não têm levado seus filhos para tomar a vacina”. Segundo ela, existem cidades brasileiras com outdoors, por exemplo, para estimular a vacinação e outros cuidados. “É mais que urgente que essas informações possam chegar nas periferias da cidade”, enfatizou.

Líder do prefeito na Casa, Pier Petruzziello (PTB) encaminhou o voto contrário devido ao impacto financeiro da campanha para a Prefeitura de Curitiba, por ações como a distribuição gratuita de máscaras, a testagem em massa e o remanejamento de servidores, dentre outras propostas indicadas no projeto de lei. Para o vereador, o parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) “comeu bola” por não indicar a análise pelo colegiado de Economia.

As informações estão em matéria publicada no portal da Câmara Municipal de Curitiba.