Em plena crise, Assembleia do Paraná aprova criação de 542 cargos sem concurso

A sessão desta segunda-feira da Assembleia (Foto: Dálie Felberg/Alep)

A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou nesta segunda-feira (2 de maio) a criação de 542 cargos comissionados, sem necessidade de concurso, para a própria Casa, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) e o Ministério Público do Paraná (MP-PR).

As duas votações necessárias para a aprovação foram nesta segunda mesmo, com a convocação de uma sessão extraordinária. Os projetos chamaram a atenção quando foram analisados pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas só dois deputados foram contrários, Tadeu Veneri (PT) e Homero Marchese (Republicanos). No Plenário, a base de Ratinho Júnior, comandada pelo deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSD), garantiu a aprovação com facilidade.

Segundo a oposição a Ratinho e outros deputados contrários às propostas, o custo mensal para os cofres públicos será de R$ 100 milhões por ano.

“Temos muitas deficiências. Temos a Procuradoria da Mulher sem estrutura. A Escola do Legislativo funciona há quase cinco anos sem nenhuma estrutura de cargos. Queremos instrumentalizar a Ouvidoria, além oferecer à Defensoria Pública, que está com um braço seu trabalhando na Assembleia, a possibilidade de contratação de funcionário para auxiliá-los nesse trabalho de atendimento às pessoas que estão em grau de vulnerabilidade”, disse o presidente da Alep, Ademar Traiano.

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