Mais de 50% das startups do Paraná foram criadas a partir de 2019

Estado ganhou 522 start-ups desde o levantamento de 2019 (Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná)

O Paraná tem 522 startups a mais que no último levantamento realizado no estado, totalizando 1.956 empresas inovadoras em atividade em 108 municípios. É o que mostra a oitava edição do mapeamento Mapeamento das Startups Paranaenses 2022, do Sebrae-PR, feito em novembro de 2021 e divulgado neste mês de março.

Nesta edição chama a atenção o crescimento de 36,4% na comparação com a edição anterior, quando o número de startups atingiu 1.434. Para a atualização deste ano, foram excluídas 295 que não estavam mais em atividade. Somando 817 novas startups que responderam o questionário às 1.139 ativas, chegou-se ao total de 1.956 startups no Paraná. No estudo realizado em 2019, eram 1.032 empresas inovadoras.

As startups paranaenses são empresas relativamente jovens. Além das 189 que efetivamente nasceram em 2021, outras 788 começaram suas trajetórias em 2019 e 2020. Juntas, a fatia das startups com menos de três anos corresponde a 50,7% (977) do total. Mesmo com pouco tempo de mercado, o estudo aponta que elas buscam a formalização de seus negócios: 70% do total (1.378) estão formalizadas e possuem CNPJ.

Em um ano marcado pela pandemia e, por consequência, por novos desafios e incertezas, o coordenador de startups do Sebrae-PR, Rafael Tortato, destaca que o aumento nas startups no Estado como um todo representa uma fase de oportunidades e consolidação do Paraná no cenário de inovação. “O que tem contribuído para esse cenário inovador é o fomento pelos diversos atores do ecossistema, sejam as universidades, habitats de inovação, sejam as diversas iniciativas que motivam para que este número cresça e aumente também a qualidade dos projetos inovadores”, diz.

O trabalho conjunto entre poder público, iniciativa privada, universidades, terceiro setor, entidades e serviços autônomos, como o Sebrae, é fundamental para criar pontes com a sociedade e manter fortalecido o ecossistema de inovação.

Tortato lembra que o Paraná tem três unicórnios (startups que conseguem atingir a marca de US$ 1 bilhão em avaliação de mercado) que inspiram as novas startups (qualquer empresa de base tecnológica e que consegue crescer seu negócio de maneira escalável). “A expectativa é que aumente o número de iniciativas ainda mais e quem sabe surjam outros unicórnios paranaenses, pois isso mostra que a economia do Estado traz negócios inovadores que completem atividades tradicionais que impulsionam o Paraná como um dos Estados de mais força no País”, frisa.

O que fazem

Das 28 verticais econômicas analisadas pelo estudo, a que mais teve startups vinculadas foi a AgroTech. Este segmento econômico tão importante no Paraná conta com 200 startups que levam a inovação para o campo, sendo 59 novos empreendimentos comparado ao ano anterior. Completando as cinco verticais com mais iniciativas, seguem: internet e comunicações (193); saúde e bem-estar (140); educação (107); construção civil (100). Outras 183 empresas estão descobrindo onde se encaixam no ecossistema e foram classificadas na categoria geral.

Um olhar atento a cada um dos segmentos revela detalhes interessantes sobre a densidade, a capilaridade e a distribuição por região e por município. Na vertical GreenTech & Energy, por exemplo, o número de iniciativas para ajudar a cuidar melhor do planeta passou de 26 para 36, na esteira do reconhecimento do Paraná como exemplo global de desenvolvimento sustentável, outorgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Uma delas é a Poliverde, que está incubada na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e apresenta uma solução verde para a reciclagem da poliamida.

Agência Estadual de Notícias