Rússia anuncia ataque a Kiev e pede para civis deixarem a cidade

Imagem captada por satélite mostra comboio de tanques russos em direção a Kiev (Foto: reprodução)

A Rússia anunciou nesta terça-feira (1) que vai lançar um grande ataque à capital da Ucrânia, Kiev, e recomendou que civis deixem a cidade. A informação foi confirmada pelas agências russas Tass e RIA. Uma imagem captada por um satélite mostra um comboio de blindados e veículos militares russos, de 27 km de extensão, em direção a Kiev.

As forças russas também cercam Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia. Um prédio do governo de Kharkiv foi destruído por um míssil na manhã desta terça-feira.

Segundo o governo da Ucrânia, as forças russas já lançaram 56 foguetes e 113 mísseis desde a invasão da semana passada. O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Dmytro Kuleba, disse que o país continuará combatendo. Na segunda-feira, o presidente Volodymyr Zelensky pediu à União Europeia para a Ucrânia ser aceita no grupo de países.

As Nações Unidas lançaram nesta terça-feira dois apelos humanitários coordenados. Segundo o secretário-geral, Antônio Guterres, um dos apelos tem como meta angariar fundos para ajudar a população que continua na Ucrânia e o outro busca o atendimento das necessidades dos que procuram refúgio em nações da região.

Guterres lembrou que a ONU já repassou US$ 20 milhões do seu Fundo Central de Resposta a Emergências para a ampliação dos trabalhos humanitários. Segundo explicou, a comunidade internacional precisa se mobilizar para apoiar e financiar os apelos. Ele lembrou que o número de pessoas afetadas pela guerra continuará subindo. Os recursos servirão para que as agências humanitárias consigam “tratar todas as necessidades dos deslocados pela crise

Hospitais atacados
Catherine Russell, diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), disse que a agência está recebendo relatos de “hospitais, escolas e instalações de água e saneamento” sob fogo na Ucrânia, com explosivos sendo lançados em áreas povoadas.

Segundo ela, há crianças entre os mortos e feridos, sendo que as sobreviventes estão traumatizadas pela onda de violência. Russell reforçou o apelo internacional para o fim de todas as operações militares na Ucrânia.

Com informações da Agência Brasil e das agências internacionais