Caçadores de likes deram mole nas redes e foram bombardeados por russos

Pelo menos 200 pessoas podem ter morrido no bombardeio (Reprodução/Youtube)

O exército russo destruiu uma base militar em Lviv, na Ucrânia, após monitorar combatentes que postavam fotos em redes sociais como o Instagram, afirmou o coronel do Exército Brasileiro e jornalista Fernando Montenegro, correspondente da CNN Portugal no país do Leste europeu (veja abaixo o vídeo da CNN). O ataque à base da Legião Estrangeira de Defesa da Ucrânia, a cerca de 15 km da fronteira com a Polônia, foi na madrugada de domingo (13). A unidade reunia voluntários de várias partes do mundo e pelo menos 200 pessoas podem ter morrido.

“Esse ataque ele ocorreu por conta de uma motivação de caçadores de like em redes sociais”, disse Montenegro à CNN Portugal. “Infelizmente o que ocorreu foi o seguinte, várias pessoas, na busca de fama, por exemplo, atletas de tiro, instrutores de tiro ou ex-militares, mas sem nenhum tipo de experiência relevante, na busca de tentar se tornar algum tipo de herói nas redes sociais nesse mundo hiperconectado em que nós estamos, antes mesmo de vir para a Legião Estrangeira Ucraniana passaram a dar entrevistas em televisões em canais de youtube. Logicamente a Rússia tem uma ciber-inteligência que foi fazendo o rastreamento dessas pessoas”.

Montenegro deduz que o exército russo aguardou os monitorados se concentrarem para atacar. “Não foi um só, foram vários. Eles foram fazendo diversas postagens e quando houve uma concentração dessas pessoas nessa base, que era um centro de triagem e investigação, os russos pegaram e enviaram os mísseis em cima, explodiram tudo. Infelizmente foi isso que aconteceu, ou seja: a conclusão que se tem é que narcisismo também mata”.

O coronel Fernando Montenegro é operador de Forças Especiais do Exército Brasileiro e comandou a ocupação do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro. É jornalista e escritor e está cobrindo a guerra para a CNN Portugal. Ele gravou o vídeo em Lviv.

Instrutor de tiro de Maringá estava na base

Um brasileiro que estava na base é o instrutor de tiro Tiago Rossi, de Maringá, no Paraná. Ele escapou do ataque e postou um vídeo gravado na Polônia, após cruzar a fronteira, informando que estava bem. Rossi deu entrevistas antes de ir para a Ucrânia e postou fotos em seu perfil no Instagram. Pelo mais três brasileiros foram identificados entre os voluntários.

Tiago Rossi, instrutor de tiro em Maringá (Reprodução/Twitter)

Equipe INDEX, com agências