Dólar volta a subir, chega perto de R$ 4,75 e anula queda registrada em abril

(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

As tensões em torno do aperto da política monetária nos Estados Unidos fizeram o dólar ter mais um dia de alta. A moeda aproximou-se de R$ 4,75 e praticamente anulou a queda observada em abril. A bolsa de valores interrompeu uma sequência de três quedas consecutivas e subiu puxada pelas ações da Petrobras e pelas bolsas norte-americanas.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (7) vendido a R$ 4,741, com alta de R$ 0,026 (+0,56%). A divisa chegou a abrir em baixa, mas passou a subir assim que o mercado norte-americano abriu. Na máxima do dia, por volta das 13h, a cotação chegou a R$ 4,77.

Com o desempenho de hoje, a moeda norte-americana acumula queda de apenas 0,42% em abril. Em 2022, a divisa registra recuo de 14,97%.

O mercado de ações teve um dia de recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 118.862 pontos, com alta de 0,54%. Após operar em baixa durante a maior parte do dia, o indicador recuperou-se perto do fim da sessão, influenciado pela alta das bolsas norte-americanas e pelas ações da Petrobras, que subiram após a definição do futuro presidente da estatal.

A indicação do ex-secretário do Ministério de Minas e Energia José Mauro Ferreira Coelho para ser o novo presidente da Petrobras foi bem recebida pelos investidores. As ações ordinárias (com direito a voto em assembleia de acionistas) da companhia subiram 5,18%. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) valorizaram-se 5,22%. Ações mais negociadas na bolsa, os papéis da Petrobras têm o maior peso no índice Ibovespa.

No plano internacional, o dólar continuou a subir perante as principais moedas após a divulgação de que os pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos caíram na semana passada. Para parte dos investidores, isso sugere que o mercado de trabalho está perto da saturação e que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) pode aumentar os juros em 0,5 ponto percentual na próxima reunião, em maio. Taxas mais altas em economias avançadas acarretam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil.

Agência Brasil