Fogo na maior usina nuclear da Europa. ONU faz reunião de emergência

Clarão foi visto sobre a usina antes do incêndio (Reprodução)

Um incêndio atingiu a maior usina nuclear da Europa, a usina de Zaporizhzhia, na Ucrânia, na madrugada desta sexta-feira (4). O governo da Ucrânia acusa o exército russo de ter disparado um míssil; já os russos afirmam que o ataque partiu de sabotadores. O incêndio foi controlado por bombeiros e autoridades afirmam que não houve vazamento de material radioativo. Segundo as agências internacionais de notícias, a usina foi controlada pelo exército russo.

O governo dos Estados Unidos classificou o ataque como um “ato de terror” e o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) convocou uma reunião de emergência.

Rafael Mariano Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (IEAE na sigla em inglês), participou virtualmente da reunião da ONU e reforçou que os reatores não foram atingidos.

Ele disse que, na semana passada, foi confirmado que as forças militares russas tomaram a usina de Chernobyl e que, há alguns dias, a agência recebeu informações do governo russo de que as forças militares estavam se aproximando de Zaporizhzhia. A usina de Chernobyl está desativada, mas ainda contém material nuclear.

“Tínhamos a informação de que os russos estavam indo em direção à usina nuclear, com a missão de tomar o controle dessa usina, e que grupos de civis ucranianos estavam atacando os militares russos”, disse Grossi.

Ele continuou o relato informando que, durante a madrugada de hoje, foi informado de que um projétil atingiu um edifício adjacente ao bloco de reatores da usina nuclear de Zaporizhzhia. “Os nossos contatos do órgão regulador e também da usina nos confirmaram que nenhum sistema de segurança foi comprometido, tampouco os reatores foram atingidos”, destacou.

O diretor da IEAE afirmou, ainda, que não é possível falar sobre normalidade quando há forças militares em uma usina nuclear. “É importante dizer que a missão da Agência Internacional de Energia Atômica não tem nada a ver com aspectos políticos e diplomáticos que estão na seara do Conselho [de Segurança da ONU]. A nossa atuação é restrita à segurança das instalações nucleares da Ucrânia que estão, evidentemente, como os fatos mostram, em risco constante de danos e acidente”.

Com informações da Agência Brasil