Brasil produz bombas condenadas pela comunidade internacional

Bombas deixam fragmentos após o lançamento (Reprodução/Youtube)

Indústrias brasileiras produzem e exportam bombas de fragmentação, chamadas de “cluster”, que são condenadas pela comunidade internacional. O tema veio à tona depois que a Anistia Internacional denunciou que esse tipo de armamento vem sendo usado na guerra da Ucrânia. Mais de 100 países assinaram um protocolo, em 2008, para proibir o uso desse de tipo de explosivo. O Brasil não foi signatário.

O assunto esteve na pauta da Câmara dos Deputados no ano passado, quando a Comissão de Relações Exteriores e Defesa da Câmara dos Deputados rejeitou um projeto de lei que proibia a fabricação desse tipo de explosivos no Brasil. O autor do projeto foi o deputado Rubens Bueno (Cidadania-PR) e teve a oposição do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que movimentou a base armamentista contra a proposta. Bueno promete reapresentar o projeto na próxima Legislatura, caso seja reeleito.

Contrário à proibição, o relator do tema na Comissão foi o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-RJ), que, apesar de viver em uma República, regime no qual foi eleito e no qual recebe dinheiro público na condição de parlamentar, pateticamente se considera “príncipe”, cargo que deveria exercer na intimidade da privada de seu apartamento funcional.

Os Estados Unidos proibiram a fabricação desses artefatos em 2016. Esse tipo de bomba deixa fragmentos explosivos no solo, atingido crianças e agricultores anos após o lançamento.

Equipe do INDEX